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Carol from the 20s

Séc.XXI | Youth | Lifestyle | Travel

27
Mai20

Budapeste

Viagens de Erasmus

budaparty.png

Budapeste é das cidades com mais vida e carisma que já conheci. É definitivamente o meu ideal de destino. A sua vida noturna também é excelente, apesar de só ter saído duas noites, e acho ótimo para Erasmus. Tenho alguns amigos que estiveram lá no semestre passado e deram-me esse feedback.

Estive lá 5 dias, e é o suficiente. Gostava de ter entrado em mais monumentos (pagos), e ficaram-me a faltar ver outros, mas sendo mais uma viagem em Erasmus, o budget é limitado.

Budapeste é a junção de 3 cidades: Buda, Obuda (antiga Buda) e Peste; e, hoje, em dia, ainda se fala da cidade em duas partes.

O Rio Danúbio separa Buda de Peste. Buda é mais montanhoso e tem várias colinas, onde se situam os sítios turísticos; Peste é onde há mais vida. A cidade tem várias pontes que juntam os dois lados, mas as mais conhecidas são a Ponte das Correntes – a mais antiga e super gira e diferente - e a Ponte da Liberdade. As atuais pontes não são as inicialmente construídas pois, durante a 2ª Guerra Mundial, os alemães mandaram-nas explodir a todas.

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Ponte das Correntes

Todos os seus monumentos são enormes e de deixar qualquer um de queixo caído. Começando por Buda, na margem esquerda do Rio, temos a Citadella, que é no topo de uma colina, em que a maior parte das pessoas sobe a pé, apesar de custar um bocadinho, e tem uma vista sobre a cidade, inclusive sobre o lado Peste, incrível. Aconselharam-me ir à hora do pôr do sol, mas fui durante o dia. Não desiludiu, mas preferi outros pontos da cidade. O Castelo Buda é gigante, e também tem uma vista fantástica. Gostava de ter lá entrado, mas não tive essa oportunidade. Apesar disso, há uma grande área gratuita para visitar à volta do Castelo, e já fiquei bastante satisfeita. Depois fui ao Bastião dos Pescadores, com 7 torres, foi dos monumentos que mais gostei, penso que pela sua peculiaridade; tem este nome em homenagem aos pescadores medievais que defenderam esta zona. Como está numa colina, tal como os outros que já referi, tem uma grande vista, principalmente para o Parlamento – do lado Peste -. Mesmo ao lado está a Igreja Matias que é a Igreja Católica mais famosa de Budapeste e, apesar de não ter entrado, a sua aparência exterior deixa qualquer um, mesmo não católico, com vontade de visitar o interior.

gorda.pngCitadella

         castelo.pngCastelo de Buda

 

             bastiao.pngBastião dos Pescadores (vista para o Parlamento)

                 va .bmpBastião dos Pescadores

Do lado Peste, o Parlamento é o meu sítio preferido. Durante o dia já é lindo, mas à noite é mesmo uma coisa de outro mundo. Na minha próxima visita a Budapeste não poderei deixar de entrar lá dentro. É incrível e o terceiro maior do mundo. À sua frente, situa-se um memorial que já deixa uma pessoa mais emocionada e em choque: os Sapatos à Beira do Danúbio. Foi erguido em 2005, em honra dos judeus que foram mortos na cidade durante da 2ª Guerra Mundial. Estes eram obrigados a tirar os sapatos à beira do rio e levavam tiros para os seus corpos caírem para a água.

parlamento.pngParlamento (à noite)

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Sapatos à Beira do Danúbio

Mais no meio de Peste está a Basílica de Santo Estevão. Fui na altura do Natal e, pelos vistos, há sempre um mercado nessa altura à frente da Basílica. Confesso que senti que lhe tirou um bocadinho de grandiosidade e beleza, mas espero que tenha sido só aos meus olhos. Não entrei dentro da igreja, mas subi os 364 degraus para chegar à cúpula. Como é barato, vale o dinheiro, mas a vista sobre a cidade não era fantástica.

estevao.pngBasílica de Sto. Estevão

Falando outra vez nos judeus, foram construídos, nos antigos bairros judeus, os tão conhecidos Ruin Bars. São uma espécie de pubs super diferentes do habitual. Fui ao Szimpla Kert – o mais famoso – e dando-vos alguns exemplos, havia banheiras para as pessoas fumarem shisha lá sentadas, no meio do bar, e a decoração é “à toa”, mas num bom sentido. Está sempre apinhado de gente, mas adorei e recomendo, é um sítio turístico, mas não para todo o tipo de turistas.

1234.pngSzimpla Kert

ola123.pngSzimpla Kert

Além disso, Budapeste também tem a Grande Sinagoga, que é a maior da Europa e sofreu graves danos durante a Guerra.

grande sinagoga.jpg

Grande Sinagoga

Indo já um bocadinho para fora do centro, no caminho para as termas passei pela Praça dos Heróis – no centro da praça está o Memorial do Milénio – e pelo Parque da Cidade, que normalmente durante o Inverno tem uma pista de gelo, mas quando eu fui não tinha (estranho dado que era quase Natal). Chegamos as Termas de Széchenyi, o maior banho medicinal da Europa. Existem várias, mas estas são as mais conhecidas. Paga-se à volta de 15€ para entrar e tem várias piscinas, tanto exteriores como interiores. É muito engraçado como estão 5 graus na rua e dentro das piscinas chegam a estar 30. Também entrei numa sauna/banho turco (corrijam-me) em que estavam quase 100 graus… óbvio que dei meia volta. Vale muito a pena ir ao final da tarde e ver o anoitecer lá dentro.

praça dos herois.jpgPraça dos Heróis

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Termas de Széchenyi

banhoooo.jpgTermas de Széchenyi

Outros sítios que gostava de ter ido são a Ilha Margarida, no meio do Rio Danúbio, e ter ido à discoteca Instant (fui ao Morrison), mas fica para a próxima.

Nem todos os sítios que vamos viajar sentimos a necessidade de lá voltar um dia, mas isso aconteceu-me com Budapeste. Como já tinha dito, a cidade nunca foi muito reconhecida cá para estes lados da Europa, pelo menos do meu ponto de vista, o que não faz sentido nenhum… a cidade é um mundo e perfeita!

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Sapatos à Beira do Danúbio com vista sobre o Rio, a Ponte das Correntes e o Castelo Buda

Carolina.

 

 

 

22
Mai20

"Terminei a faculdade, e agora?"

ISEG humano.png

Hoje em dia, a maior parte dos jovens vai para a faculdade, seja por que querem, seja pela “pressão” que existe para tal.

Quando saí do secundário também me questionei “Terminei o secundário, e agora?”, mas especialmente tinha receio da nova fase que estava para vir, dado que sempre vivi no mesmo sítio, e tive o mesmo grupo de amigos (para mim é uma grande vantagem). Tanto essa fase como a fase da minha vida, e da maioria dos meus amigos, que está a começar agora são momentos de mudança e de adaptação, mas em diferentes termos: Sair do secundário e ir para a faculdade (ainda pior para os que vão estudar para longe de onde moram) é um momento ansiado e difícil, em que crescemos e nos abrimos para um novo mundo; Sair da faculdade - digamos, licenciatura – e não saber para onde ir, ao mesmo tempo que nos apercebemos que estamos a ficar adultos, exige que utilizemos todo a responsabilidade e maturidade que acumulámos até então.

                   praxe 1odia.png1º dia na faculdade (09/2017)

Perguntamo-nos se haveremos de ir para mestrado; se haveremos de fazer um gap year e enquanto isso estagiamos e/ou trabalhamos; se haveremos de ir logo trabalhar e não fazer mestrado de todo. Não sabemos o que queremos ou se queremos ir para x ou y área, e temos medo de nos arrepender - o que também pode acontecer na ida para a licenciatura -. Tive este dilema durante um ano e, como fui de Erasmus adiei pensar nisso. Queria optar pela segunda opção, mas acabei por seguir a primeira e entrar já para mestrado. Talvez sejamos pressionados a seguir a "regra": tirar uma licenciatura, depois ir para mestrado, trabalhar,... quem disse que esta é a única forma de ter sucesso na vida?

              1o dia trajada.png1º dia trajada (05/2018)

Acabar a licenciatura é mais uma fase das nossas vidas, mas que temos que encarar como o fim de muitas outras coisas que até agora tínhamos como rotina ou garantido. Claro que não é uma fase negativa, eu vejo mais como um passo intermédio antes de nos tornarmos adultos. Mais do que nunca, temos que ver que o nosso futuro está nas nossas mãos.

Vemos amigos a ir trabalhar, a ir estagiar, outros a repetirem cadeiras, ou perdidos e outros a irem viajar no gap year. Tentamos perceber se estamos a tomar a atitude correta, mas tudo na vida será assim: a dúvida pairará quase sempre. Sou mais um exemplo disso, tal como a maior parte das pessoas à minha volta. Tenho aprendido com a ajuda de algumas pessoas, que temos que arriscar e apostar em nós e no que acreditamos.

Hoje termino as aulas da minha licenciatura e seguem-se os exames, infelizmente online. Mostro-vos algumas fotos na minha faculdade, o ISEG, com alguns dos meus amigos, todos trajados, a representar bem a tradição académica portuguesa.

                                       

amigas.png             pessoal .png

Alguns dos amigos que me acompanharam ao longo destes 3 anos

 

Carolina.

 

19
Mai20

O furor das séries espanholas

Nunca fui uma pessoa que visse muitas séries ou que ficasse horas colada ao ecrã quando saía uma temporada nova, mas confesso que a nova “moda” das séries espanholas está a mudar um bocadinho os meus hábitos.

Não sei se a Netflix só começou agora reparar na qualidade das produções cinematográficas do país vizinho, ou se estas, efetivamente, tiveram um grande investimento nos últimos anos; o facto é que quando se fala em séries, nos últimos tempos, a maioria são espanholas. Não que as séries “tradicionalmente” britânicas e/ou americanas tivessem perdido a qualidade, mas as espanholas estão a fazer-lhes frente.

la casa de papel.png

Lembro-me, há 3 anos, que quando La Casa de Papel estreou em Portugal não liguei nenhuma, acho que porque era uma série não britânica e/ou americana, o que, a meu ver, era estranho. Só passado mais de um ano é que eu assisti e fiquei presa ao ecrã. O conceito está tão bem pensado e inesperado que não há quem fique indiferente à qualidade da série. É, sem dúvida, a série que mais calores me provoca e em que o meu coração fica a bater mais rápido (o mais grave é que tudo isto é no sentido literal).

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Mais tarde, o furor foi Elite. Também demorei a assistir, porque achava que era mais uma típica série de High School. Além de ser também super viciante e tratar de temas ditos mais sensíveis e que causam preconceito, os atores também causaram grande furor. E isto também considero como uma das razões que tem prendido as pessoas e despertado a sua curiosidade: o facto de algumas séries terem em comum vários atores e ganhar-se carinho por elas.

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A série que mais me desiludiu foi Toy Boy e, pelas reviews que vejo, muitas pessoas concordam comigo. Puxou-me bastante ao início, e acho que a todas as raparigas, pelos atores masculinos que entram; mas acabou por se tornar aborrecida e previsível, além da duração demasiado longa dos episódios. O conceito está ótimo, mas foi muito mal explorado.

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A última série que vi, e ainda me encontro a ver, e que não vejo qualquer tipo de fama/reconhecimento, pelo menos em Portugal, dada a incrível qualidade que tem, é As Telefonistas. Acontece há cerca de 90 anos numa época de enormes desigualdades de género e da emancipação feminina. Todas as intrigas e romances que compõem a série tornam-na especial, diferente e, sobretudo, cosy. Mais que recomendo.

Oiço bastante falar de Vis a Vis, e confesso que ainda não dei oportunidade à série, pois vi um episódio e não me puxou muito. Outras séries que tenho na “A minha Lista” foram aconselhadas por algumas amigas: Gran Hotel, Kalifat e Valéria.

A maior diferença que sinto é que, independentemente do tema da série, sendo espanhola, o meu interesse em ver aumenta imenso.

De vez em quando questiono-me, em conjunto com as minhas amigas, porque é que Portugal não tem produções desta qualidade, ou não investe em tal, quando existem países que também não são conhecidos pelas suas produções cinematográficas e lançam séries/filmes que estão "tão na moda". Como exemplo, o filme turco que mais recentemente causou furor: “O Milagre da Cela 7”.

Carolina.

15
Mai20

Produtividade na Quarentena

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Estes 2 meses vieram-me trazer muitas coisas boas e mudanças na minha forma de pensar sobre o mundo, e mesmo algum crescimento pessoal e intelectual. Acho que muitos de vocês devem sentir o mesmo que eu. Obviamente que é uma situação muito má para os infetados e familiares e para a economia, mas tentando analisar de uma outra perspetiva, mais positiva, esta fase está a acrescentar às pessoas o que lhes faltava: tempo para (re) pensar.

Pessoalmente, a minha produtividade foi de 0 a 100. E acho que veio para ficar. Ao início custou, mas aprendi que sentirmo-nos produtivos é das melhores sensações que podemos ter; dá-nos mais confiança e motivação.

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A minha base do dia-a-dia vem do ditado popular “Deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer”. Sempre fui uma pessoa de acordar relativamente cedo, sempre gostei mais de aproveitar o dia do que a noite, pelo menos quando estou em casa.

Outro conselho-chave é fazer a cama e tirar o pijama. Parecem coisas tão simples e chatas para alguns, mas é o primeiro passo, independentemente de serem mais noturnos ou mais diurnos, para começar o vosso dia. Pode parecer estranho, e até pode ser uma questão psicológica, mas é o que funciona comigo.

O que se faz ao longo do dia, e o que vos faz sentir mais ou menos produtivos, é subjetivo: seja ver filmes o dia inteiro (que para mim é sinónimo de “chill day”, digamos assim), seja estudar, trabalhar, caminhar ou fazer exercício físico.

Do meu ponto de vista, quanto mais ocupada estiver e mais coisas diferentes fizer mais produtivo e menos “foi só mais um dia da quarentena” sinto que foi o meu dia.

Dont be busy.png

Resumindo-vos um bocadinho, e dando também alguns conselhos para quem for cá dos meus, tirando a parte do estudo/trabalho que isso é o “dever” de cada um, o que mais tenho gostado fazer e que me faz sentir que estou a crescer intelectualmente são cursos online, e coisas semelhantes em que invisto no meu conhecimento. Têm de tudo, para todos os gostos, em diversos websites , a maioria grátis ou com planos gratuitos temporários (o que mais gosto e utilizo é o Skillshare). Podem aprender línguas – ando a aprender italiano, por influência da minha companheira de casa italiana em Erasmus, e estou a adorar – ou melhorar as que já sabem, sentir-se-ão mesmo mais ricos, além de também ser divertido. Como estou na área de Marketing, decidi também ocupar o meu tempo com um curso de Marketing Digital do Google Atelier Digital. Também podem aproveitar para melhorar as vossas skills de programas do Microsoft, seja Excel, Word, Power Point, etc; aprender a mexer no Photoshop, ou em programas semelhantes (esta parte não é a minha área de interesse, mas existem mesmo imensos); existe de tudo um pouco, basta pesquisarem no Google. Podem (re)interessar-se em diferentes hobbies: como costurar, dançar, manicure, etc. Outro interesse que eu ganhei foi a leitura. Admito que não era nada grande fã de livros, mas nestes 2 meses tornaram-se nos meus melhores amigos.

Para quem quer adotar um estilo de vida mais saudável, seja por uma alimentação melhor seja por fazer algum exercício físico, esta é uma ótima altura para começar.

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Tenho feito algum exercício físico: caminhadas (os tais passeios higiénicos) e treinos, como aulas que alguns ginásios/personal trainers têm posto nas suas redes sociais, ou aulas de Zumba, e que tento fazer, pelo menos, 4x por semana. 

Tínhamos um estilo de vida bastante ativo, a andar sempre de um lado para o outro, e o nosso corpo sente a diferença. Em relação à alimentação, têm mais que tempo para fazer aquelas receitas que viam e adiavam fazer, ou mesmo tirar todas as porcarias da vossa dieta. Uma das coisas que me dá mais prazer é dedicar-me aos pequenos almoços/lanches saudáveis e variados, e pretendo tornar como um hábito.

E, de certeza, ainda haverá "free-time" para jogar PlayStation, SIMS (melhor jogo de sempre, by the way), Wii, ver 10 episódios de Friends de seguida, etc. O que não há falta nesta altura é de tempo.

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Na quarentena, além de nos protegermos a nós e aos outros (a parte que “realmente importa”), podemos aproveitar para fazer aquilo que andámos a adiar durante muito tempo porque havia muitas outras coisas para fazer. Se tiverem interesse em tal, e capacidade de desligar o despertador e levantar da cama (o que eu sei que é difícil) vão se sentir mais realizados e os dias vão passando mais rápido, seriously.

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Carolina.

 

 

 

 

12
Mai20

Viajar em Erasmus

Capa.png

Quando penso neste último ano, o acontecimento que me vem à cabeça primeiro é, sem sombra de dúvidas, Erasmus. Por isso, achei por bem que seria um bom começo para o Blog, além de ser um assunto bastante presente para as pessoas da minha idade.

E em que é que a maioria dos estudantes quando vão de Erasmus pensam? Viagens.

Aconteceu-me o mesmo, e acontece, hoje em dia, quando penso na minha experiência. Ouvia sempre a minha família a dizer que ia para estudar e não para andar a viajar todos os fins de semana (como eu inicialmente queria); não foi assim, mas também não fugiu muito.

Fui de Erasmus para Zadar, na Croácia, no semestre passado. Conheci imensos países, imensas culturas, diferentes pessoas, pensamentos, e também muito importante: comida. Mas isso é um possível tema para mais tarde.

Zadar.jfifZadar - Croácia

Viajar. Viajar é uma atividade que eu nunca tive muito como hábito. Viajei com a escola, com amigos, mas situações mais esporádicas. Agora, fazer disso a minha vida foi de outro mundo, literalmente.

Zadar não é a cidade mais movimentada e com mais jovens que conheci, ou seja, não é muito atrativa para estudantes de Erasmus (mas é linda de morrer, e super acolhedora), pelo que foi uma das razões para andar sempre a viajar. No entanto, isso envolve organização e uma grande gestão da nossa conta bancária (não fui a melhor gestora… ninguém diria que estou em Economia).

O meu primeiro objetivo, além de ter imensa vontade em explorar a parte leste da Europa, era conhecer a Croácia. Não fazia sentido sair de um país no qual vivi 6 meses sem o conhecer minimamente (se houver possibilidade para tal)

A Croácia é um país incrível. Atenção, eu fui no semestre do Inverno, mas continua lindo, é um facto. O destino mais conhecido, e que também se tornou parte do meu TOP 3 de Viagens, é Dubrovnik. Não é cliché, não é das fotos; é efetivamente um lugar incrível. Reforçando a época em que fui, nesta viagem choveu a potes. Sinto que valorizei ainda mais o local e fiquei ainda com mais vontade de lá voltar. Também explorei a zona norte litoral (Ístria), muito influenciada pela anterior presença italiana (toda o país é um pouco assim, mas esta zona, em particular, ainda mais), e muito rural e peculiar. Estive no considerado “sítio mais pequeno do mundo”. As ilhas também são de deixar qualquer um de boca aberta (especialmente Hvar): a água tão clarinha do Adriático, o ambiente das praias (já agora, os croatas "não sabem" o que é areia), a noite, os pequenos monumentos típicos croatas. A Croácia tem um bocadinho de tudo, além das paisagens marítimas e dos monumentos pitorescos, também contém muita natureza. Exemplo disso são os Lagos Plitvice. Em pleno setembro, com quase 30ºC a 1h de distância, nos Lagos estavam 2ºC. Apesar disso, é um sítio bastante único, e imperdível a qualquer turista.

         Dubrovnik.png Dubrovnik - Croácia (11/19)    

Hvar.jfifHvar - Croácia (09/19)

         Plitivice.jfifPlitvice Lakes - Croátia (09/19)

Outra cidade que visitei, e que também faz parte do meu TOP 3, foi Budapeste. Confesso que a Hungria era um país que nunca dei muita atenção ou tive interesse em pesquisar sobre, nem de ir visitar. Quem nunca foi a Budapeste, tem mesmo que pôr nos seus planos. O meu tipo de destinos prediletos passa sempre por cidades/vilas históricas, com monumentos, e a capital húngara é das cidades que mais tem para mostrar na Europa. As expetativas iam altas, e a cidade não desiludiu.

       Budapeste.jfifBudapeste - Húngria (12/19)

Percorri mais algumas capitais da parte leste europeia, como Viena, Varsóvia e Liubliana.

Viena.jfifViena - Áustria (10/19)

   Varsóvia.jfifVarsóvia - Polónia (11/19)

Na Eslovénia existem os incríveis Lagos – Bled e Bojink -, nos quais a fama não faz jus à sua beleza. Tiraram-me as palavras e também me encheram o rolo da câmara do telemóvel.

        Bled Lake.jfifBled Lake - Eslovénia (01/20)

Outros países, como a Bósnia-Herzegovina e a Sérvia, que eu não adorei enquanto cidades, sinto-me uma sortuda por ter tido a oportunidade de lá ir. São países tão diferentes dos que estamos habituados. Não vos vou sugerir para apanharem um voo de Portugal para lá, mas se forem aos países à volta, aluguem um carro e vão a Belgrado, Sarajevo e Mostar. São cidades de grande pobreza e com uma cultura bastante diferente dos países que nos rodeiam. Só para terem a noção, em Sarajevo, à entrada das lojas havia um símbolo de “Proibido entrar com armas”, ou seja, basicamente, é permitido andar com armas no meio da rua. Fiquei chocada. Não que me sentisse insegura, mas porque estava num sítio tão diferente. O feedback foi bastante positivo e retiro mesmo como as viagens onde mais valorizei Portugal e a nossa cultura.

 Mais à frente irei falar um bocadinho mais do tópico Erasmus.

Carolina.